A 83ª edição do Oscar aconteceu neste domingo e marcou uma das cerimônias mais desanimadoras e desinteressantes dos últimos anos. Parte da culpa pela falta de 'magia' foi a cerimônia comandada por James Franco e Anne Hathaway, dois jovens talentos que poderiam nos surpreender, mas o efeito foi contrário. O video de abertura foi interessante e contou com a participação do malicioso Alec Baldwin, mas a partir daí a cerimônia esfriou. James Franco não estava confortável, já Anne Hathaway tentou contagiar o espectador com suas risadas e expressões mais espontâneas. Não é por nada, que todos se levantaram para aplaudir o comediante Billy Cristal, quando ele subiu ao palco.
Como era esperado, a premiação não teve grandes surpresas. O longa britânico "The King's Speech" levou os principais prêmios da noite, incluindo melhor filme, melhor direção (Tom Hooper), melhor ator (Colin Firth) e melhor roteiro original (David Seidler). Não vou negar que o filme me conquistou, é uma bela história sobre amizade, motivação e mostra um retrato mais carismático da realeza britânica. Colin Firth mereceu ser o homem da noite, sua atuação conquistou públicos de todas as idades e de diferentes nacionalidades. Já a vitória de Tom Hooper não veio como uma surpresa. Há anos a Academia vem premiando o diretor do melhor filme da noite. Lógico, que se a justiça fosse feita, a estatueta dourada seria de Darren Aronofsky, seguido por David Fincher, que são dois diretores experientes, com um leque de trabalhos interessantes no cinema.
A vitória de Natalie Portman foi o destaque da cerimônia para mim. Já assisti "Black Swan" mais de cinco vezes e não me canso desse novo clássico do cinema. Portman sempre teve performances impecáveis, a atriz até agradeceu Luc Besson e Mike Nichols em seu discurso. Mesmo com a vitória de Portman, sinto por "Black Swan" não vencer em nenhuma outra categoria. Mais uma vez, o melhor filme da temporada sai sem reconhecimento.
Já as categorias de melhor atriz e ator coadjuvante não me agradaram. Como já disse no post anterior, gosto do trabalho de Melissa Leo, sua performance em "Frozen River" é excelente e ela repetiu mais uma ótima atuação em "The Fighter", mas essa não foi 'a melhor atuação da categoria'. Também quero dizer que não gostei de sua reação ao ganhar o prêmio, toda sua 'comoção' por Kirk Douglas não me pareceu verdadeira, sendo que todos estavam ansiosos para saber o resultado logo. Sei que Hailee Steinfeld é muito jovem e ainda terá grandes chances de vencer um Oscar no futuro, mas sua atuação em "True Grit" foi a mais impressionante da categoria. E Helena Bonham Carter é oficialmente uma das azaradas do Oscar. Sua performance em "The King's Speech" foi ótima, acho que Carter merecia o prêmio por ser uma das atrizes mais versáteis da atualidade.
A vitória de Christian Bale também era esperada, mas bem no fundo tinha esperanças de ouvir o nome de Geoffrey Rush. Sei que "The Fighter" conquistou muitos fãs e a transformação de Bale foi impressionante, mas as performances do ator em geral, não são interessantes. Não me levem a mal, mas Christian Bale consegue a proeza de ser o pior ator dentro do elenco de Batman, que é dirigido por ninguém menos de Christopher Nolan.
Outro Oscar merecido foi de Aaron Sorkin por "The Social Network". O ritmo que o roteiro trouxe para o filme, facilitou muito a performance do elenco e também, a direção de David Fincher. Um roteiro bem escrito é tudo!
A categoria de melhor filme estrangeiro também não surpreendeu. A surpresa ficou por parte dos apresentadores, Helen Mirren e Russell Brand, que trouxeram um pouco de descontração para a cerimônia. A minha aposta era para o longa canadense "Incendies", mas Susanne Bier levou a melhor mais uma vez, com o drama dinamarquês, "In a Better World".




















